24° Congresso Cearense de Cardiologia

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Dados do Trabalho


Título

CONSULTA DE ENFERMAGEM NA INFECÇÃO TARDIA DO SÍTIO CIRÚRGICO EM REGIÃO ESTERNAL PÓS-TROCA VALVAR

Resumo estruturado

INTRODUÇÃO: O prolapso da válvula mitral é o deslocamento de seus folhetos, causando regurgitamento e impedimento de ejeção adequada do sangue para o corpo. Sendo assim, uma das intervenções prescritas é a cirurgia da troca valvar. Porém, após procedimento cirúrgico faz-se necessário seguir cuidados pós-operatório, inclusive no sítio cirúrgico. METODOLOGIA: Relato de experiência, realizado em ambiente de enfermaria, de hospital de referência no atendimento cardiopulmonar em Fortaleza/CE, no mês de fevereiro de 2018, durante estágio curricular supervisionado. Os dados coletados foram obtidos através de entrevista e exame físico do paciente. Após a fase de levantamento de dados, foram identificados, a partir do julgamento clínico das informações obtidas, os diagnósticos e as intervenções de enfermagem baseados na North American Nursing Diagnosis Association e Nursing Interventions Classification, respectivamente. RESULTADOS: R.M.V.P., 56 anos, 62kg, sexo feminino. No 43º DIH com HD de infecção tardia de FO após troca valvar. Histórico de cirurgia de troca de válvula mitral por prótese metálica em junho de 2016. Reinternações em 2017 por endocardite pós-febre reumática. Nega Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus. Nega tabagismo e etilismo. Complicação de ferida operatória e Insuficiência Renal Aguda (IRA) pós-processo infeccioso. No dia 23/02 evoluiu consciente, orientada, cooperativa, verbalizando suas NHBs, deambulando com dificuldade. Ao exame físico: Dentição ausente fazendo uso de próteses inferior e superior. Tórax simétrico, presença de MVU bilaterais, com sons vesiculares. Ausculta cardíaca: RCP, BNF em 2T s/s. Ferida operatória em região esternal drenando secreção purulenta com presença de fibrina, sem sinais flogísticos, realizado curativo com alginato de prata. Membros inferiores com edemas, sinal de cacifo ++. Mantendo cateter para hemodiálise em subclávia direita e acesso periférico em MSD. Em uso de: Ciprofloxacino 200mg/ml intravenoso de 12/12h, Omeprazol 20mg V.O pela manhã, Heparina 5ml + 245ml de S.G 5% EV de 6/6h em BIC, Marevan 5mg V.O, Plamet 4mg V.O, Noripurum 2 amp+100ml SF 0,9%, Lactulona 20ml V.O 3x ao dia, Eprex 4.000ui S.C Seg, Qua e Sex, Clonazepan 2mg as 21hs. Dificuldade de conciliar sono e repouso. Dieta oral com boa aceitação. Anúrica no momento e constipação presente (8 dias sem evacuar). DE: Risco de infecção e integridade da pele prejudicada. Intervenções: Realizar tratamento medicamentoso e cuidados gerais à lesão, com troca diária sempre que necessário, na observação se há sinais de recuperação do tecido e/ou sinais flogísticos. Observar suporte nutricional. CONCLUSÃO: O estudo possibilitou perceber a importância do cuidado de enfermagem ao paciente no pós-operatório tardio com infecção de sítio cirúrgico em região esternal, identificando a notoriedade da utilização de técnicas de curativos assépticas em feridas operatórias, minimizando os possíveis riscos, oferecendo ao paciente assistência segura.

Palavras-chave (de 3 a 5)

Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares; Cuidados de Enfermagem; Ferida Cirúrgica

Área

Cirúrgico

Autores

Karollyne Evellyn Correia Fernandes, Maria Emanueli de Lima, Elayne Cavalcante Evangelista, Denise Silva dos Anjos, Lindamir Francisco da Silva, Milene Perdigão Wanderley de Oliveira, Paula Natasha Rodrigues Valentim de Carvalho, Rita Mônica Borges Studart, Susana Beatriz de Souza Pena