24° Congresso Cearense de Cardiologia

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Dados do Trabalho


Título

A implementação da terapêutica trombolítica precoce no pré-hospitalar em pacientes infartados no Estado do Ceará

Resumo estruturado

A intervenção coronária percutânea por terapia fibrinolítica no atendimento pré-hospitalar visa abreviar o tempo de isquemia cardíaca no infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de segmento ST (IAMCSST), é o tratamento de eleição para reduzir complicações relacionadas ao infarto além de diminuir mortalidade extra e intra-hospitalar. Estudos de fibrinólise pré-hospitalar realizados em diferentes países demonstraram que esse procedimento é factível e é capaz de reduzir o tempo para administração do fibrinolítico. O tratamento trombolítico pré-hospitalar começou a ser disponibilizado em Abril de 2017 em 20 uti’s móveis que dão cobertura aos 129 municípios de abrangência do SAMU-192-CEARA, proprorcionando possibilidade de tratamento de 1°linha para uma população de aproximadamente 6,5milhões de pessoas. A trombólise precoce em indivíduos com infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) está relacionada com uma maior possibilidade de reperfusão adequada e, consequentemente, menores percentuais de comorbidades e de mortalidade. Nesse contexto, o presente trabalho pretende evidenciar uma série de casos de uma pesquisa em andamento sobre os desfeschos da administração pré- hospitalar de fibrinolíticos no IAMCSST. Foram estudados 13 pacientes, os quais deram entrada no hospital de referencia cardiopulmonar do estado, do dia 14/04/17 ao dia 02/08/17, com o diagnóstico de IAMCSST após trombólise pré-hospitalar na ambulância SAMU. A maioria apresentava fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo, com idade média dos pacientes era de 63 anos e sintomas de dor torácica e dispneia em sua maioria. Dois apresentaram síncope e um evoluiu para parada cardiorrespiratória na apresentação do quadro. A partir dos eletrocardiogramas realizados, cinco indivíduos apresentaram IAMCSST de parede anterior, entre eles um BRE novo que evoluiu para fibrilação atrial, seis IAMCSST de parede interior, um IAMCSST extenso de parede anterior e inferior. O tempo médio de sintomas até a avaliação médica foi de 6 horas e até a trombólise química foi cerca de 2,5 horas, sendo em um paciente realizado imediatamente. Em relação ao período de internamento, apenas um teve alta hospitalar após sete dias e não houve eventos hemorrágicos, cerebrovasculares e reinfarto na análise. Após alta, um paciente evoluiu sem insuficiência cardíaca, cinco evoluíram para classe funcional I, cinco para classe II, um para classe III, um para classe IV, que evoluiu ao óbito. A partir desses resultados iniciais, podem ser evidenciados benefícios de uma abordagem precoce do IAMCSST, visto que se pode observar uma baixa porcentagem de óbito, condições clínicas predominantemente estáveis após a alta hospitalar e a ausência de consequências hemorrágicas e isquêmicas após a trombólise química. A implementação da terapêutica trombolítica precoce no pré-hospitalar em pacientes infartados no Estado do Ceará representa um marco na abordagem desses pacientes.

Palavras-chave (de 3 a 5)

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO, PRE-HOSPITALAR, TROMBÓLISE QUIMICA

Área

Clínico

Autores

JOSE MOZART RIBEIRO NETO, FRANCISCO DANIEL DE SOUSA, GUSTAVO ALVAREZ AMADOR, LUCIA DE SOUSA BELEM, JOSE RIBAMAR DE ANDRADE JUNIOR, JAIRO DE CARVALHO SANTOS, ANDREZZA MENEZES QUEIROGA, RAPHAEL SILVA RODRIGUES, MATHEUS HENRIQUE SEIXAS DOS SANTOS