24° Congresso Cearense de Cardiologia

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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA DE PACIENTES COM MIOCARDIOPATIA ISQUÊMICA SUBMETIDOS A REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO

Resumo estruturado

Introdução: A miocardiopatia isquêmica (MI) foi descrita após observar-se a presença de doença arterial coronariana (DAC) em pacientes com insuficiência cardíaca (IC).A sua evolução clínica tem sido desfavorável, revelando menor sobrevida em relação a outras cardiomiopatias. O papel da cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) no tratamento de pacientes com DAC e IC ainda não foi totalmente esclarecido, apesar de que, já existem resultados significativos demonstrando o benefício da intervenção cirúrgica no miocardiopata grave. Objetivos: Avaliar a mortalidade nos 30 dias de pós-operatório em pacientes com MI grave submetidos a CRM no Hospital de Messejana (HM) e os fatores de risco relacionados Métodos: Estudo observacional, longitudinal e retrospectivo com pacientes com DAC e MI grave (FEVE< 35%) durante 16 meses em 2016 e 2017. Foram coletados dados clínicos, epidemiológicos, cirúrgicos e relativos ao pós-operatório: Características clínicas; Intervenção cirúrgica: período transoperatório e pós-operatório imediato e Mortalidade em 30 dias Resultados/Discussão: Das 304 CRM, foram incluídas 20, idade média dos pacientes foi 69 anos e em igual proporção o sexo. Foram observados 70% hipertensos, 55% dislipidêmicos e infartados prévios, 50% diabéticos e 45% com insuficiência renal. Ao ecocardiograma: FEVE média de 29,8%; os exames: uréia média de 60,5mg/dL, creatinina 1,6mg/dL e os escores de risco: Euroscore II:13,4% e STS-Risk: 8,4%. Quanto às cirurgias, o vaso mais revascularizado foi a artéria descendente arterior (90%); a média de enxertos, 2,3 enxertos, utilizou-se circulação extra-corpórea (CEC) em 55% dos casos, foram submetidos à intervenção na valva mitral e à reconstrução de VE 15% dos pacientes, todos usaram drogas vasoativas. A mortalidade geral foi 20% Conclusão: A mortalidade geral não se associou à idade, diferentemente do uso da CEC. A insuficiência renal, a insuficiência cardíaca congestiva e o infarto prévios se mostraram significativos como fatores pré-operatórios.

Palavras-chave (de 3 a 5)

Miocardiopatia isquêmica; revascularização do miocárdio; disfunção ventricular.

Área

Cirúrgico

Autores

Antônio Felipe Leite Simão, Gdayllon Cavalcante Meneses, Antônio Daniel Leite Simão, Roberto Augusto Carneiro Mesquita Lobo, Heraldo Guedis Lobo Filho, Fátima Rosane Almeida Oliveira