24° Congresso Cearense de Cardiologia

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Dados do Trabalho


Título

Síndrome Coronariana Aguda X Cardiopatia Isquêmica Crônica: uma análise de internações, permanência hospitalar, gastos e mortalidade no estado do Ceará de 2013 a 2017

Resumo estruturado

INTRODUÇÃO: A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma das causas de morbimortalidade mais importantantes da atualidade, representando mais de 150 mil casos anualmente no Brasil. Por sua vez, estima-se que a Cardiopatia Isquêmica Crônica (CIC), até 2020, vá acometer cerca de 20 milhões de pessoas em todo mundo. Neste contexto, conhecer os índices atuais de cada afecção pode vir a auxiliar em uma melhor distribuição de recursos e investimentos por parte do Estado. OBJETIVO: Traçar um panorama comparativo das estatísticas mais recentes de SCA e CIC no Ceará, considerando o número de internações, permanência hospitalar, gastos totais e mortalidade de 2013 a 2017. MÉTODO: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e transversal, cujos dados foram obtidos por meio de consulta ao Sistema de Informações Hospitalares do SUS. RESULTADOS: No Ceará, houve 364 internações por CIC nos últimos 5 anos, com 38 (10,43%) em 2013, 65 (17,85%) em 2014, 83 (22,8%) em 2015, 105 (28,84%) em 2016 e 73 (20,05%) em 2017. O custo total foi de R$1.183.430,80, sendo o ano de 2016 o que apresentou maior gasto hospitalar (R$64.506,57). Já a SCA apresentou o maior número de internações (12.265), sendo 2.567 (20,92%) em 2013, 2.693 (21,95%) em 2014, 2.440 (19,89%) em 2015, 2.403 (19,59%) em 2016 e 2.162 (17,62%) em 2017. As despesas totalizaram R$12.873.279,94, tendo maior gasto o ano de 2014 (R$2.775.815,17), com diminuição ao longo do período. A mortalidade para SCA apresentou diminuição de 2013 a 2017, sendo que 2015 (4,55) teve a maior taxa e 2014 (2,78), a menor, mantendo-se baixa em 2013 (3,47), 2016 (3,25) e 2017 (2,96). Já para CIC, a mortalidade foi 7,89 em 2013, 3,08 em 2014, 8,43 em 2015, 2,86 em 2016 e 4,11 em 2017. A permanência hospitalar da CIC possuiu uma média de 3,2 dias em 2013, aumentando para 4,9 em 2014, 5,6 em 2015 e 8,5 em 2016, bem como caindo para 6,1 em 2017. Já para a SCA, registrou-se um crescimento sucessivo, com média de 6,3 dias em 2013, 7,1 em 2014, 7,2 em 2015, 7,9 em 2016 e 9,0 em 2017. CONCLUSÃO: Tendo em vista a elevada morbimortalidade causada pelas duas condições, é justo afirmar que ambas merecem contínuo investimento por parte do Estado. No presente estudo, tanto a SCA como a CIC apresentaram queda da taxa de mortalidade e aumento da média de permanência hospitalar ao longo dos 5 anos. Ainda, a SCA registrou maior número de internações e despesas totais.

Palavras-chave (de 3 a 5)

Análise, síndrome coronariana aguda, cardiopatia isquêmica crônica

Área

Clínico

Autores

Camylla Santos de Souza, Filipe Quadros Costa, Waneska Costa Santos, Marcela Accari de Almeida, Yngrid Souza Luz, João David de Souza Neto