30° Congresso Cearense de Oftalmologia

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Dados do Trabalho


Título

RETINOPATIA DE PURTSCHER: UM RELATO DE CASO

Objetivo

Descrever um caso de Retinopatia de Purtscher atendido no Hospital de Olhos Leiria de Andrade, que evoluiu com melhora espontânea da acuidade visual.

Relato do Caso

M.A.R.B., 53 anos, sexo masculino, compareceu para consulta oftalmológica três dias após acidente automobilístico, queixando-se de baixa acuidade visual em olho direito. História pregressa de descolamento de retina em olho esquerdo, sem sucesso visual após cirurgia.
Ao exame, apresentava movimentação ocular preservada em ambos os olhos (AO). Acuidade visual (AV) corrigida de 20/60 em olho direito (OD) e 20/400 em olho esquerdo (OE) pela tabela de Snellen. Biomicroscopia sem alterações em AO. Pressão intraocular por tonômetro de aplanação de Goldmann: 12mmHg em OD e 10 mmHg em OE. Fundoscopia de OD evidenciava retina com textura anormal, presença de exsudatos algodonosos e ausência de hemorragias retinianas; e de OE fundus miópicos, com retina aplicada.
Exames complementares: Tomografia de Coerência Óptica (OCT) macular de OD apresentou espessura foveal e perifoveal aumentada, com alteração nas camadas internas e externas da retina; de OE presença de membrana epirretiniana. Angiografia de OD: ausência de lesões hiperfluorescentes e pequena área hipofluorescente consequente a fina hemorragia visualizada no decorrer do exame; OE: ausência de lesões hiper ou hipofluorescentes.
Fechado diagnóstico de Retinopatia de Purtscher, optou-se por conduta expectante. Paciente retornou dois meses após última consulta apresentando AV corrigida de 20/25 em OD e de 20/400 em OE. Nova fundoscopia evidenciou absorção dos achados clínicos em OD. OCT macular de OD mostrou afinamento das camadas internas da retina.

Conclusão

O diagnóstico da Retinopatia de Purscter é clínico, baseado na história de trauma e achados fundoscópicos característicos da doença, sendo confirmado por exames complementares.
Ainda não há tratamento oftalmológico específico. A indicação de corticoterapia sistêmica não é universal, havendo dúvidas da sua eficácia. É recomendada a avaliação periódica do paciente para o acompanhamento e orientações sobre o prognóstico visual.

Área

Oftalmologia

Autores

RAQUEL HOLANDA DE PAULA PESSOA, FERNANDA ARAÚJO DE SOUZA, KALLINE QUEIROGA DE CARVALHO ALBUQUERQUE