30° Congresso Cearense de Oftalmologia

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Dados do Trabalho


Título

Coriorretinopatia serosa central em gestante: um relato de caso.

Objetivo

Relatar caso de paciente com coriorretinopatia serosa central atendida no ambulatório de retina do Instituto Cearense de Oftalmologia.

Relato do Caso

Paciente do sexo feminino, 30 anos, gestante (G1P0A0), com queixa de mancha associada a diminuição da acuidade visual em olho direito há uma semana. Atualmente, encontra-se no terceiro trimestre da gestação. Apresenta sorologias IgM e IgG positivas para toxoplasmose, estando em tratamento com espiramicina. Ao exame oftalmológico, apresenta acuidade visual corrigida de 20/20 em AO com a seguinte refração: OD:-0,25 / -0,75 / 145. OE: plano / -1,00 / 15; à biomicroscopia: pálpebras e anexos sem alterações, conjuntivas calmas e claras, córnea transparente, câmara anterior formada, íris trófica, cristalino transparente AO. PIO: 14mmHg em AO; Fundoscopia: OD: disco óptico com bordos bem definidos, escavação 0,4x0,5, sem alteração vascular, lesão hipocrômica e levemente sobrelevada em região macular, retina aplicada. OE: disco óptico com bordos bem definidos, escavação 0,4x0,4, sem alteração vascular, brilho macular preservado e retina aplicada. Apresenta ainda OCT evidenciando líquido subrretiniano em região macular.

Conclusão

Durante a gestação existe um painel de doenças relacionadas à queixas oculares como a coriorretinopatia central serosa, Doença Hipertensiva da Gravidez (DHEG), Diabetes Mellitus, Toxoplasmose dentre outras. O caso em tela, destaca a Coriorretinopatia Serosa Central que é uma condição idiopática caracterizada pelo desenvolvimento de um descolamento seroso, tipicamente bem circunscrito, da retina sensorial. Alguns casos podem incluir descolamento seroso do EPR. É, frequentemente, bilateral, com achados assimétricos. A doença costuma acometer principalmente homens (10:1) em uma faixa de 25-45 anos; quando em mulheres, há um aumento desta incidência durante o terceiro trimestre da gestação, provavelmente, por conta do aumento da permeabilidade vascular e da hipercoagulabidade devido alterações hormonais e níveis de prostaglandinas. A clínica costuma se dar por escotomas centrais, metamorfopsia e baixa de acuidade visual.

Área

Oftalmologia

Autores

LEONARDO MENDONÇA DE ALBUQUERQUE, JOÃO CRISPIM, BARBARA DUTRA