30° Congresso Cearense de Oftalmologia

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Dados do Trabalho


Título

RELATO DE CASO: DISTROFIA MACULAR VITELIFORME DO ADULTO

Objetivo

Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de distrofia foveomacular viteliforme do adulto (DMVA), mostrando a evolução das alterações maculares pela tomografia de coerência óptica (OCT).

Relato do Caso

Paciente K.B.T., 43 anos, feminina, branca, com queixa de turvação visual bilateral há cerca de 4 anos. Referia história prévia retinopatia hipertensiva há 11 anos e episódio de oclusão de ramo da veia central da retina (ORVCR) com áreas de fotocoagulação a laser em olho direito. Acuidade visual com melhor correção no olho direito (OD) é 20/50 e no olho esquerdo (OE) 20/30. Biomicroscopia sem anormalidades e tonometria normal em ambos os olhos. O fundo de olho apresentava em OD atrofia pigmentar na fóvea e área de atrofia em área temporal superior com marcas de laser, e em OE mácula com aspecto de edema central. A OCT do OD demonstrou área macular com atrofia das camadas externas da retina, e no OE, observou-se uma camada superior hiper-reflexiva mais fluida e uma camada inferior hiper-refletora, demarcadas de maneira acentuada.

Conclusão

A DMVA é uma doença genética rara, de herança autossômica dominante, que acomete indíviduos entre 40 e 70 anos. Carateriza-se pela presença de depósitos sub-retiniano de material amarelado na região macular bilateralmente, podendo mostrar uma extrema variabilidade no tamanho, forma e distribuição. A acuidade visual varia de 20/25 a 20/50 e o paciente costuma manter boa visão durante sua vida. O eletro-oculograma é tipicamente normal ou subnormal. Os principais sintomas podem ser desfoque visual leve e metamorfopsia em um ou nos dois olhos. Pode ser diagnosticada como doença de Best ou até como degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Eventualmente, as lesões podem desaparecer, deixando uma área de atrofia do epitélio pigmentar da retina (EPR).Embora se trate de uma patologia lentamente progressiva e prognóstico relativamente bom, o seu diagnóstico é de suma importância para o acompanhamento das lesões, tendo em vista que podem cursar com neovascularização coroidéia e levar a complicações posteriores.

Área

Oftalmologia

Autores

FLAVIA ARIANI GERIONI RIBEIRO, Nayara Queiroz Cardoso Pinto, Cairo do Brasil Gomes de Moraes