IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Avaliação da capacidade funcional dos membros superiores em tenistas com epicondilalgia lateral crônica

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: o tênis é um esporte que exige força, flexibilidade, resistência e velocidade dos praticantes. As partidas do jogo podem durar horas, exigindo uma aptidão aeróbica, esse aumento na demanda de treinos, pode acarretar adaptações e consequentemente proporcionar disfunções aos atletas. Dentre as lesões mais comuns no Tênis encontra-se a Epicondilalgia Lateral (EL), também conhecida como epicondilite lateral e/ou Tennis Elbow. Disfunção caracterizada como uma alteração musculoesquelética que causa dor significativa e, consequentemente, incapacidade funcional no esporte e perda de produtividade. Os estudos apontam que essa disfunção acomete entre 35 e 54 anos, principalmente tabagistas, trabalhadores manuais e praticantes de tênis. Objetivo: avaliar a capacidade funcional dos membros superiores em praticantes de tênis com EL crônica unilateral. Metodologia: estudo transversal observacional, que incluiu um grupo de 15 tenistas (GT) do gênero masculino com EL crônica (coleta realizada na academia Dietze Tennis) e 15 indivíduos do grupo controle (GC) que não praticavam tênis e não apresentam EL crônica (coleta realizada na academia Centro Universitário Medotista IPA). As principais medidas de desfecho: avaliar dor e função com questionário Patient-Rated Tennis Elbow Evaluation (PRTEE), força de preensão palmar com dinamometria digital e a capacidade funcional através dos testes funcionais Ckcuest e Y-Balance test. Resultados: O teste da força de preensão palmar apresentou uma alta confiabilidade, com uma proporção significativa de (p<0,043), na avaliação do cotovelo direito quando comparado o GT e GC, apresentou uma confiabilidade significativa de (p<0,021) no membro dominante e não dominante do GT. Na análise de dor e incapacidade funcional entre os grupos não houve diferença significativa, mas o GT apresentou uma tendência maior na análise de dor e incapacidade (através do questionário PRTEE). No teste funcional Ckcuest não houve diferença significativa, mas o GT obteve menor desempenho que o GC. Já o Y teste de membro superior observou uma diferença significante na análise estatística entre os grupos (p<0,007) na variável da assimetria da direção láteroinferior. Conclusão: Tenistas com EL crônica apresentam maior tendência na força de preensão palmar quando comparado ao GC e ao membro contralateral. O GT apresentou melhor desempenho no Y teste quando comparado ao GC. Apesar de apresentarem uma proporção significativa na força de preensão palmar, o GT apresentou um aumento do quadro álgico e na incapacidade (conforme sua percepção através do questionário PRTEE), comparado ao grupo de indivíduos hígidos. Já o GC apresentou maior desempenho que o GT na avaliação do teste Ckcuest. Com isso, evidenciou que os testes utilizados são importantes para avaliação de ambos os grupos, contribuindo para a avaliação no raciocínio clinico, promovendo uma qualidade na escolha do tratamento Fisioterapêutico.

Palavras-chave (máximo 3)

Tênis. Epicondilite. Dor

Área

Epidemiologia

Autores

José Rubens Zambelli, Fabiana Cristina Silva