IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Influência do jiu-jitsu paradesportivo sobre parâmetros antropométricos, clínicos e fatores de riscos cardiovasculares: Estudo de caso

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: O parajiu-jitsu, é praticado por pessoas com diferentes níveis de deficiência e caracteriza importante estratégia de inclusão no esporte que tende a proporcionar repercussões positivas sobre medidas antropométricas, fisiológicas, sociais e psicológicas. No entanto, ainda que tal modalidade tenha crescente popularidade, observa-se inexistência de evidência científica sobre quaisquer variáveis relacionadas ao parajiu-jitsu. Objetivos: Avaliar e descrever dados antropométricos e fatores de risco cardiovasculares em atleta praticante do jiu-jitsu paradesportivo. Métodos: O participante incluído neste estudo foi um atleta de parajiu-jitsu profissional, do gênero masculino, com 43 anos de idade, estatura de 1,70 metros, massa corpórea equivalente 61,1 quilos, tempo de treinamento no jiu-jitsu de 18 anos e tempo médio de treinos semanais, correspondente à 7 horas. O diagnóstico médico do mesmo, corresponde à uma luxação congênita bilateral do Quadril. Assim, os dados foram obtidos por meio de aplicação de um questionário semi-estruturado que continha informações relacionadas as características antropométricas, parâmetros clínicos referentes ao treino, presença de lesões esportivas e incidência de fatores de risco sobre a incidência de patologias no sistema cardiovascular. Os dados foram coletados no centro habitual de treinamento do participante, localizado na cidade de Ribeirão Preto – SP. Resultados: No que se refere as características antropométricas, os dados de estatura e peso corporal apresentados, correspondem IMC equivalente à 21,1 kg.m2. Em relação aos desfechos clínicos, o participante relatou dor zero após os treinos, atribuída segundo o mesmo, a realização contínua de fisioterapia desportiva em caráter preventivo. Além disso, sofreu lesão recente caracterizada por luxação de cotovelo, que foi devidamente tratada por fisioterapeuta especializado. Em relação aos desfechos cardiovasculares, verificou-se os seguintes valores basais, em repouso: pressão arterial de 120/80 (mmhg), frequência cardíaca de 65 (bpm), circunferência da cintura de 41 (cm), SatO2 de 96(%). Além disso, o participante relatou ausência de tabagismo, etilismo, histórico familiar, dislipidemia, diabetes e síndrome metabólica. Conclusão: Em conclusão, os desfechos apresentados representam ausência de fatores de risco cardiovascular, com parâmetros basais dentro da normalidade. Além disso, questões referentes à condição clínica corresponderam a níveis satisfatórios de saúde, com manejo contínuo de intervenções fisioterapêuticas em caráter preventivo. Os excelentes resultados verificados neste estudo, respaldam e ressaltam sobre a importância de inserção de manejos fisioterapêuticos em caráter preventivo e terapêutico, associados à prática esportiva.

Palavras-chave (máximo 3)

Artes Marciais; Condicionamento Físico; Atletas com Deficiência; Medicina Esportiva; Fisioterapia

Área

Prevenção

Autores

Thais Aparecida Quirino , Talita Aparecida Quirino, Aníbal Monteiro Magalhães Neto, Claudia Marlise Balbinotti Andrade, Jaqueline Santos Silva Lopes, Diego Padovan