IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Não existem diferenças nas variáveis biomecânicas e de treinamento entre indivíduos com Tendinopatia de Calcâneo insercional e do terço médio.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A Tendinopatia de Calcâneo (TC) é uma condição clínica que frequentemente acomete os tendões. Em corredores a incidência anual é de 9,1% a 10,9%. Os principais sinais e sintomas clínicos apresentados são dor, edema, rigidez, espessamento tendíneo e alteração do desempenho funcional. A TC pode ser classificada pela localização dos sintomas em TC insercional (TCi) condição na qual os sintomas se apresentam na êntese, e em TC do terço médio (TCtm) onde manifesta-se de 2 a 6 cm da inserção do tendão. A influência de fatores biomecânicos e de treinamento, tais como déficit de força de flexores plantares, pronação excessiva da articulação subtalar, alterações de amplitude de movimento (ADM) de dorsiflexão e aumentos repentinos nos níveis de treinamento, estão sendo relacionados com o desenvolvimento de TC. Porém ainda há divergência quanto ao grau de influência desses fatores em relação ao tipo de classificação da TC e ocorre ainda uma escassez de estudos que comparem o comportamento destas variáveis entre os tipos de TC. Objetivo: Comparar as variáveis biomecânicas e de treinamento entre corredores com TCi ou TCtm Métodos: Estudo transversal realizado no Laboratório de Análise do Movimento Humano da Universidade Federal do Ceará (UFC). Foram incluídos corredores de rua com idade entre 18 e 55 anos, volume semanal mínimo de 15 km e diagnóstico de TC, confirmado pela associação de dor à palpação e relato de dor e rigidez, após período de inatividade, no tendão do calcâneo. Foram mensurados a ADM de dorsiflexão, alinhamento perna-antepé, ADM de rotação medial do quadril e torque isométrico dos flexores plantares, dos rotadores laterais e do complexo póstero-lateral do quadril, além de ter obtido informações de tempo de prática, volume e frequência semanal de treino. Resultados: Participaram 25 sujeitos, sendo 13 do grupo TCi e 12 no grupo TCtm. Os indivíduos eram majoritariamente do sexo masculino (n = 20), sem diferenças em idade, altura, peso corporal, escore no VISA-A e duração dos sintomas entre os grupos TCi e TCm. Não foram encontradas diferenças entre grupos nas variáveis investigadas (ADM passiva de tornozelo com joelho estendido (p = 0,941) e fletido (p = 0,603), dorsi flexão em cadeia cinética fechada - lunge (p = 0,413), ADM de rotação interna do quadril (p = 0,477), alinhamento do pé (p = 0,916), torque isométrico de flexores plantares (p = 0,394), rotadores externos do quadril (p = 0,968), HipSit (p = 0,138), volume (p = 0,661), frequência (p = 0,752) e tempo de prática (p = 0,662)). Conclusão: Não há diferença nas variáveis biomecânicas e de treinamento entre corredores de rua com TCi ou TCtm, sugerindo que embora haja diferença na classificação do tipo de TC, parece não haver diferença no comportamento dessas variáveis na TCi ou TCtm. Estudos longitudinais devem ser conduzidos para identificar se o comportamento dessas variáveis permanece o mesmo entre indivíduos com diferentes tipos de TC.

Palavras-chave (máximo 3)

Tendão do Calcâneo;
Tendinopatia.

Área

Biomecânica

Autores

Victor Matheus Leite Mascarenhas Ferreira, Lucas Valentim de freitas, Thamiris Silva Nazareno, Luciana De Michelis Mendonça, Rodrigo Ribeiro de Oliveira