IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Análise do perfil do fisioterapeuta que atua na Seleção Brasileira de Judô

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

No contexto esportivo de alto rendimento, o fisioterapeuta deve ter competências e habilidades para contribuir na redução do tempo de tratamento e no retorno rápido à prática esportiva. É necessário que o fisioterapeuta tenha conhecimento do esporte, da metodologia do treinamento comumente empregada, além da biomecânica do gestual esportivo, o que contribuirá para o entendimento e manejo das lesões. Porém, a formação, qualificações e atribuições desses profissionais são variáveis entre diferentes países e esportes. No judô o fisioterapeuta além de realizar a reabilitação, é um profissional de primeiro contato, o que reitera a importância do entendimento das ações e responsabilidades dentro de uma comissão técnica multidisciplinar. Entender sobre o perfil, funções e atribuições do profissional que trabalha com atletas de elite no judô pode auxiliar na proposição de ações para futuros profissionais nessa modalidade. Objetivo: Investigar o perfil, as atribuições e os domínios do fisioterapeuta esportivo que atua na Seleção Brasileira de Judô. Métodos: Foram analisados questionários estruturados para o levantamento de dados sociodemográficos, formação acadêmica, prática clínica e domínios, referentes a 17 fisioterapeutas que atuaram na seleção Brasileira de Judô durante a temporada de 2018. Resultados: Do total de participantes, apenas um fisioterapeuta era do sexo feminino, e a idade média do grupo era de 33.32 anos, a média de tempo de formado era de 9.52 anos e o tempo como fisioterapeuta da Seleção Brasileira era de 3.31 anos. 64,7% atuaram na seleção Principal e 35,3% nas Categorias de Base. A maioria dos fisioterapeutas brasileiros que atuam no esporte possuem especialização em diversas áreas (94.11%), 5.9% estão concluindo a pós graduação, 5.9% estão concluindo o mestrado, 11.80% possuem mestrado completo e 5.9% estão com o doutorado em andamento. Todos relataram trabalhar mais de 8 horas/dia quando a serviço da Seleção e nenhum possui regime de dedicação exclusiva. Em relação à cursos extracurriculares, 100% reportaram formação em bandagens, 94.10% em atendimento emergencial, 88.20% em liberação miofascial, 70.60% em agulhamento a seco e 58.80% em terapias manuais. Sobre os recursos terapêuticos mais utilizados, 94.10% técnicas de mobilização articular, 88.20% bandagens e liberação miofascial, 70.60% crioterapia e 64.7% terapia com agulhas. Além disso, relataram como principal domínio do fisioterapeuta o recovery (35.30%), atendimento emergencial (29.40%) e reabilitação funcional (23.5%). Conclusão: Conclui-se que o fisioterapeuta que atua no judô é um profissional com competências específicas relacionadas a prática do exercício físico, prevenção e tratamento de lesões, cabendo a ele melhorar a funcionalidade e desempenho dos atletas. Sua presença em comissões técnicas é cada vez mais necessária, pois a intensificação dos treinamentos e as exigências da melhor performance dos atletas faz com que a ocorrência de lesões seja mais frequente.

Palavras-chave (máximo 3)

fisioterapia; esporte; reabilitação;

Área

Tratamento

Autores

Luiz Revite, Tarciso Silva Dos Santos, Vitor Andrade Reis, Cassio Santiago, Leonardo Davi DA Silva, Thiago Vinicius Ferreira