IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Intervenção fisioterapêutica em atleta karatê: Estudo de caso

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: Estudos apontam um aumento de lesões traumáticas e fatais em vítimas de acidentes motociclísticos. Os eventos traumáticos mais frequentes são pelas quedas e/ou direção perigosa, entre as lesões mais comuns estão as de membros inferiores, dentre estas, as fraturas de tornozelo (TEIXEIRA, 2013). O Karatê é uma arte japonesa que utiliza técnicas com os pés e com as mãos. É uma modalidade que apresenta grandes índices de lesões músculos esqueléticas, por se tratar de uma arte que requer habilidades físicas: velocidade, força explosiva, resistência, reatividade neuromuscular, coordenações grossa e fina, força máxima e equilíbrio (PEDRO, 2009). Segundo Kurata et al., (2007) após uma lesão, o atleta diminui consideravelmente a capacidade física, reduzindo a sua performance em geral. Objetivo: Relatar um estudo de caso de pós-operatório de fratura de tornozelo de um atleta de karatê. Métodos: Paciente do sexo masculino, 26 anos, atleta amador de karatê há 10 anos com frequência de treino 3 vezes por semana, pós operatório de tíbia e fíbula distal, em virtude de um acidente motociclístico, enquanto se deslocava para o treino. Na avaliação foi observado dor grau 5 segundo a escala visual analógica (EVA), diminuição de amplitude de movimento (ADM): 35º para flexão plantar, 10° para flexão dorsal, para 15° eversão e 20° para inversão, diminuição de força muscular de inversores e eversores grau 3 e grau 4 (segundo escala de Kendall) para plantiflexores, dorsiflexores, flexores e extensores de quadril e joelho. Os objetivos do tratamento foram: diminuir o quadro álgico, melhorar a ADM, melhorar o grau de força muscular, melhorar a propriocepção corporal e promover retorno aos treinos esportivos. Para isto, foram realizados exercícios de mobilização articular grau 2 (crânio-caudal e latero-lateral) por 1 minuto, alongamento elástico ativo para os músculos: isquiotibiais e tríceps sural 1 série de 30 segundos, liberação miofascial dos músculos da coxa, exercícios de fortalecimento isométricos (10 séries com manutenção de 6 a 10 segundos) e isotônicos concêntricos e excêntricos (3 séries de 10 repetições), exercícios proprioceptivos com uso de bozu, discos proprioceptivos, cama elástica, balancin, cones e treino de gesto esportivo para o retorno ao esporte e adequar o posicionamento para prevenir lesões. Resultados: As sessões foram realizadas 2 vezes na semana, com duração de 50 minutos cada, totalizando 13 sessões, sendo que a primeira sessão foi realizada a avaliação. Ao final foi observado diminuição do quadro álgico para 0, aumento da amplitude de movimento: 38º para flexão plantar, 18° para flexão dorsal, para 18° eversão e 28° para inversão, aumento da força muscular para o grau 5, observou-se melhora na qualidade do gesto esportivo e possível liberação para retornar ao esporte. Conclusão: Foi verificado que um plano de tratamento bem elaborado, é efetivo no tratamento de paciente atleta em pós operatório de fratura de tornozelo.

Palavras-chave (máximo 3)

Reabilitação. Tornozelo. Atletas.

Área

Tratamento

Autores

Bruna Oliveira, Alonso Romero Fuentes Filho, Cristiano Coelho DE SOUZA , Mayane dos Santos Amorim, Sabrina Weiss Sties, Morgana Amanda Vequi