IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Existe diferença na resposta eletromiográfica dos músculos da cintura escapular entre atletas de canoagem com lesão medular, amputados e sem deficiência?

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A Paracanoagem é um esporte náutico de velocidade destinado a atletas com deficiência físico-motora que se destaca pela condição de equidade gerada entre atletas com ou sem deficiência, visto que as disfunções não aparecem ou são reduzidas na embarcação. Objetivo: Comparar o recrutamento dos músculos da cintura escapular na execução do movimento da remada em caiaque ergômetro, em atletas lesados medulares, amputados e sem deficiência. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, aprovado pelo comitê de ética (N°2.491.352), desenvolvido com atletas brasileiros de canoagem e paracanoagem. Foram considerados eleitos para participar da pesquisa os atletas e paratletas participantes da I etapa da Copa Brasil de Canoagem Velocidade e Paracanoagem de 2018, a amostra foi estabelecida em 13 atletas e paratletas (5 lesados medulares, 4 amputados e 4 atletas sem deficiência), vinculados a clubes esportivos, que competiam por 8 estados brasileiros. Os atletas e paratletas foram posicionados em um caiaque ergômetro KayakPro®, de maneira confortável e estável, para os atletas lesados medulares algumas adaptações no banco foram necessárias para maior estabilidade do atleta, em seguida foram acoplados os eletrodos de eletromiografia nos músculos deltoide anterior, peitoral maior, tríceps (porção longa) e grande dorsal, no membro superior dominante, segundo SENIAM. Após familiarização com o teste, os atletas foram instruídos a remar durante 3 minutos: um minuto em intensidade leve (R1), um minuto moderada (R3) e o último minuto intensidade muito leve (R0). Para a análise eletromiográfica foi utilizado o sinal de RMS do segundo minuto da coleta de dados, normalizado pelo pico do RMS e descritos em porcentagem. Para a análise estatística foram utilizados os testes de Shapiro Wilk, e a análise de variância, com pós teste de Bonferroni, e significância estabelecida em 5%. Resultados: O grupo de atletas lesados medulares apresentou idade média de 31 anos, os amputados 30,75 anos e os atletas sem deficiência 17,5 anos. Os resultados da analise eletromiográfica, em porcentagem, estabeleceram para os grupos lesados medulares, amputados e sem deficiência, respectivamente: para o músculo deltoide anterior 10,81±3,1; 9,6±3,13 e 9,92±3,12 (p=0,83); para o peitoral maior 7,71±0,66; 8,66±0,66 e 8,53±2,62 (p=0,72); para a porção longa do tríceps 8,41±3,05; 4,79±1,2 e 6,66±1,01 (p=0,08); no grande dorsal 8,18±1,97; 6,39±2,64 e 6,95±1,64 (p=0,45). Assim, os resultados não estabeleceram qualquer diferença no recrutamento muscular para os atletas e músculos avaliados. Conclusão: A característica de ativação dos músculos da cintura escapular para atletas lesados medulares, amputados e sem deficiência é exatamente igual. Estes resultados contribuem para a realização de exercícios e condutas terapêuticas semelhantes na cintura escapular destes atletas. O que pode ser considerado para reabilitação ou treinamentos.

Palavras-chave (máximo 3)

Esportes para pessoas com deficiência; Eletromiografia; Fisioterapia

Área

Biomecânica

Autores

Fernanda Bortolo Pesenti Tofalini, Christiane de Souza Guerino Macedo