IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Dependência ao exercício físico em atletas de CrossFit® recreacionais e profissionais

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: Apesar do exercício físico ser uma via eficiente na promoção da saúde e prevenção de doenças, existem indícios que a prática excessiva de determinada atividade pode causar alguns malefícios, entre eles a compulsão ou dependência de exercício. Estudos prévios mostram que atletas praticam esportes para aumentar o sentimento positivo de prazer e satisfação ou para aliviar angústias (ansiedade e depressão). Esses achados indicam que o aumento excessivo no volume, frequência e intensidade de treino pode estar relacionado com a busca por sensação de bem-estar, porém o incremento desequilibrado dessas variáveis pode predispor a lesões. Objetivos: Avaliar o nível de dependência de exercício físico em atletas recreacionais e profissionais de CrossFit®. Métodos: Estudo transversal aprovado no comitê de ética da UFC (2.055.615) e realizado com 155 atletas de CrossFit® de diferentes categorias, boxes e de três estados brasileiros. Foi aplicada a Escala de Dependência de Exercício (EDE) que é composta por 21 itens, cada um com cinco opções de respostas: ‘‘Nunca’’; ‘’raramente’’; ‘’às vezes’’; ‘’frequentemente’’; “Sempre”, sendo ‘’nunca’’ classificado com menor chance de ser dependente e ‘’sempre’’ com maior probabilidade de ser dependente, dessa forma. Além disso, foi preenchida uma ficha de avaliação com dados sobre histórico de lesão e de características da amostra. Os dados foram analisados com estatística descritiva (frequência absoluta e relativa) no programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences Inc., Chicago, IL, EUA). Resultados: Metade dos praticantes avaliados eram homens (50,32%), competidores (68,4%), com tempo de prática maior que 1 ano (49,7%), a maioria era da categoria Scale (43,1%), não tinham histórico de lesão (51,0%) e já treinaram alguma vez com lesão (67,7%). A maioria faz exercício para evitar ficar irritado às vezes (27,1%); pratica exercícios mesmo com lesões recorrentes às vezes (27,7%); aumenta a intensidade para alcançar os efeitos desejados frequentemente (34,8%); tenta manter o tempo que pratica o exercício frequentemente ou sempre (69,4%); prefere se exercitar do que passar o tempo com a família e amigos às vezes (43,2%); gasta muito tempo fazendo exercício (38,1%); quando se exercita diminui a ansiedade sempre (55,5%); aumenta a frequência para alcançar os efeitos desejados sempre (31,6%); tenta manter a frequência dos exercícios sempre (38,7%); pensa em exercício quando deveria estar concentrado às vezes (38,1%); passa o maior tempo livre fazendo exercícios às vezes (38,1%); se exercita mais do que pensava às vezes (41,3%); faz exercícios para diminuir a tensão sempre (34,2%); pratica exercícios mesmo com problemas físicos persistentes às vezes (21,9%) e aumenta a duração que se exercita para conseguir efeitos desejados às vezes (29,7%). Conclusão: Há forte indício de dependência do exercício nos atletas recreacionais e profissionais de CrossFit® avaliados em nossa amostra.

Palavras-chave (máximo 3)

Exercício; Escala; Dependência.

Área

Prevenção

Autores

TAILANDIA Viana SAMPAIO, Bianca Martins Lourenço, Márcio Almeida Bezerra, Renato Guilherme Trede Filho, Pedro Olavo Paula Lima