V Congresso Cearense de Infectologia

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Dados do Trabalho


Título

Acompanhamento ambulatorial de pacientes em uso da Profilaxia Pré-Exposição sexual ao HIV atendidos em hospital de referência em infectologia do município de Fortaleza

Resumo estruturado

Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença infecciosa grave de grande mortalidade que atinge o sistema imunológico, causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). É uma enfermidade que ainda não tem cura, mas exibe tratamento eficaz e apresenta uma diversidade de estudos promissores profiláticos voltados para a população de risco. A Profilaxia Pré-exposição (PrEP) sexual surgiu com o intuito de prevenir a infecção pelo HIV em pessoas que não tem HIV, mas apresentam um risco substancial, por meio da ingestão diária de um comprimido de Truvada (Tenofovir e Emtricitabina). Objetivos: Avaliar fatores de risco dos pacientes em uso da PrEP por meio do acompanhamento ambulatorial. Métodos: É um estudo longitudinal, quantitativo e de caráter descritivo com utilização de questionários envolvendo os pacientes que fizeram uso da PrEP. Resultado: A amostra foi composta 97 prontuários. Em relação ao fator de risco uso de substâncias lícitas/ilícitas, a maioria, 90 (92.8%) pessoas disseram que não usam drogas ilícitas e 2 (2.1%) responderam sim. Além disso, no quesito fator de risco trabalhar como profissional do sexo, 11 (11.3%) responderam sim, sendo apenas 2 (18.2%) pessoas, dos que realizam esse trabalho, que informaram não usar camisinha por uma ou duas vezes. Abordando o tema relações sexuais com parcerias casuais, nos últimos seis meses, 51 (52.6%) responderam sim. Ademais, 29 (56.9%) afirmam terem sido penetrados no ânus; 38 (74.5%) assinalaram terem feito penetração anal; 3 (5.9%) assinalaram que foram penetrados na vagina; 36 (70.6%) informaram ter praticado sexo oral. Quanto ao conhecimento do status sorológico dos companheiros, 28 (54.9%) não conheciam, 17 (33.3%) sabiam que um ou mais parcerias eram HIV positivo, 3 (5.9%) sabiam que uma ou mais parcerias eram negativas e 3 (5.9%) não responderam. Ademais, sobre parceria casual, 31 (60.8%) marcaram ter tido essas relações nos últimos 30 dias, sendo questionado, ainda, entre esses, quais pacientes tiveram relações sexuais nas últimas 72 horas, 10 (32.3%) responderam sim. Somado a isso, 10 (32.3%) não usaram preservativo, 4 (12.9%) informaram que a parceria era infectada pelo HIV, 11 (35.5%) desconhecem o status sorológico da parceria, 14 (45.2%) realizaram relação anal, 5 (16.1%) relação vaginal, 14 (45.2%) relataram que a parceria era homossexual ou bissexual, usuária de droga ou profissional do sexo. Discussão: Sem o uso de preservativo, a penetração anal e vaginal são as de maior risco, principalmente para quem seja penetrado (138/100mil no ânus e 8/100mil na vagina), elevando a exposição se houver ejaculação (BRASIL, 2017). Já para quem penetra os valores foram estimados em 11/100mil no ânus e 4/100mil na vagina (BRASIL, 2017). Além disso, o sexo oral encontra-se como baixo risco tanto no insertivo quanto no receptivo (BRASIL, 2017).

Palavras-chave (máximo 3)

HIV, PrEP, Truvada

Área

HIV/ AIDS

Autores

Juliana Guerreiro Mota, Anna Christina Siqueira Marques, Clarisse Barreira Teófilo, Renata Amaral De Moraes