V Congresso Cearense de Infectologia

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Dados do Trabalho


Título

PERFIL DAS NOTIFICAÇOES DA INFECÇAO POR ZIKA VIRUS NO ESTADO DO CEARA.

Resumo estruturado

INTRODUÇÃO: O zika vírus é um arbovírus que pertence à família Flaviviridae, que inclui os vírus da dengue, do Nilo Ocidental e da febre amarela. De fato, há uma forte evidência de que o zika vírus pode ser transmitido de várias maneiras, especialmente incluindo contato sexual oral, vaginal e anal. Os sintomas geralmente são muito leves ou não estão presentes. Quando sintomática, a infecção pode incluir erupção cutânea, febre, artralgia e conjuntivite. Mães grávidas que residem ou viajam para áreas endêmicas podem apresentar microcefalia ou bebês com baixo peso devido à infecção pelo zika vírus. A infecção por zika vírus no Estado do Ceará foi disseminada entre 2015 a 2017, tendo sua maior incidência de casos no ano de 2016, onde pôde se confirmar o aparecimento de casos de microcefalia em recém-nascidos associada a infecção em gestantes. Esta arbovirose mudou o quadro epidemiológico de doenças endêmicas no estado e continua em estudo para controlar sua propagação. OBJETIVO: Caracterizar as notificações dos casos da infecção por zika vírus no Estado do Ceará entre os períodos epidêmicos nos últimos três anos, constitui o objetivo desta pesquisa. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal, realizado por fonte de dados secundários extraídos do Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN) dos 184 municípios do Estado do Ceará, cedidos pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA) referente ao ano de 2015, 2016 e 2017. De acordo com o banco de dados, foram notificados 12.280 casos da infecção por zika vírus. A análise foi distribuída em tabelas, com estatísticas percentuais simples, tabuladas no SPSS versão 24.0. A pesquisa recebeu aprovação do comitê de ética da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) com o número 2.272.452. RESULTADOS: De acordo com os dados disponíveis, entre 2015 a 2017, 72,3% dos pacientes notificados eram do sexo feminino; 56,1% das notificações ocorreram em grávidas; 13% tinham cursado o ensino médio completo; 72% eram de raça parda. Quanto a evolução dos casos, 70,5% evoluíram para a cura, sendo registrado 1 óbito pelo agravo. Em 2017, até a semana epidemiológica 48, foram computados 3.424 casos suspeitos de zika em 55,4% dos municípios cearenses. Destes, 17,0% foram confirmados e 55,6% descartados. Os casos em gestantes compõem 37,0% das notificações, destes, 6,6% foram confirmados, sendo 68,0% pelo critério clínico epidemiológico e 32,0% pelo critério laboratorial. CONCLUSÕES: Até o momento, observamos os efeitos mais devastadores da doença relacionada ao zika vírus no feto. O estudo conseguiu apresentar como se comportou o cenário epidêmico da infecção por zika vírus e demostrou que o estado ainda se encontra em ameaça por esta infecção uma vez que apresenta picos persistentes de infestação por Aedes aegypti, mosquito que abriga o vírus causador da doença.

Palavras-chave (máximo 3)

Infecção - Doenças transmissíveis.

Área

Doenças tropicais

Autores

KALINE LOUSADA MUNIZ, JULIANA DA SILVA FREITAS, JOSÉ REGINALDO PINTO, MARIA DAS GRAÇAS DIAS CARNEIRO, ARTUR KEYLER TEIXEIRA SANTOS, MARIA TAÍS OLIVEIRA, MARIA CARLENE SAMPAIO DE MELO