V Congresso Cearense de Infectologia

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Dados do Trabalho


Título

MOTIVOS DA TROCA DO DOULTEGRAVIR (DTG) NA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL INICIAL EM UM HOSPITAL DE REFERENCIA EM FORTALEZA, CEARA.

Resumo estruturado

INTRODUÇÃO: No Brasil, o início imediato da TARV está recomendado para todas as pessoas que vivem com HIV, independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico, devido claros benefícios relacionados à redução da morbimortalidade, diminuição da transmissão da infecção, impacto na redução da tuberculose, que constitui principal causa infecciosa de óbitos em PVHIV no Brasil e no mundo, e pela disponibilidade de opções terapêuticas mais cômodas e bem toleradas. O DTG é um ARV da classe dos Inibidores de Integrase recentemente incorporado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse fármaco tem as vantagens de alta potência, alta barreira genética, administração em dose única diária e poucos eventos adversos. OBJETIVO: Conhecer o perfil dos pacientes que trocaram DTG do tratamento antirretroviral inicial, no Ceará, através da UDM de um hospital referência em infectologia. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, descritivo, com abordagem quantitativa dos pacientes que fizeram a troca do DTG na terapia inicial, que foram atendidos na UDM do Hospital São José, no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2018. Os dados foram coletados a partir do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos Antirretrovirais (SICLOM) e os prontuários foram revisados através do sistema ARS VITAE. Os dados foram tabulados utilizando o programa EXCEL™ versão 2013, com as variáveis submetidas a análise estatística descritiva simples. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Dos 539 pacientes que iniciaram a terapia antirretroviral, 28 (5,2%) realizaram a troca do DTG. Destes, 23 (82,1%) são do sexo masculino e 5 (17,9%) do sexo feminino; tendo idades entre 19 a 56 anos, com média de 35 anos; o tempo médio de exposição ao DTG foi de 73 dias. Vinte e cinco (89,3%) realizaram a troca do DTG decorrente de coinfecção com tuberculose; 1 (3,6%) por gravidez e 2 (7,1%) por reações adversas. Em 20 (71,4%) o DTG foi trocado pelo raltegravir e em 8 (28,6%) pelo efavirenz . A taxa de troca de DTG no presente estudo se mostrou abaixo da descrita em outros estudos. Por ter sido inserido recentemente no esquema de tratamento inicial no país, o DTG deve ser avaliado quanto à sua tolerabilidade e efetividade na vida real.

Palavras-chave (máximo 3)

HIV. INIBIDORES DE INTEGRASE DE HIV. TERAPIA ANTIRRETROVIRAL.

Área

HIV/ AIDS

Autores

LUCIELMO FAUSTINO SOUZA, DENISE GIRÃO LIMA-VERDE LIMA, ROMÁRIO MIRANDA ALEXANDRE, CLAUDEVAN PEREIRA FREIRE, DANIEL SAMPAIO RODRIGUES, MARIA MACEDO SARAIVA TAVARES, GARDÊNIA MONTEIRO FARIAS, ERICO ANTONIO GOMES ARRUDA