IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Relação entre a morfologia do pé, equilíbrio dinâmico e a prevalência de lesões em membros inferiores de atletas de futsal feminino.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A morfologia do pé e estabilidade postural desempenham um papel-chave na execução, manutenção e otimização de atividades como ficar de pé, caminhar e correr. Compreender a relação entre a morfologia do pé e equilíbrio dinâmico em atividades esportivas como o futsal que desempenham movimentos como: chute, salto, aceleração, desaceleração, giros e mudanças bruscas de direção são primordiais para que, posteriormente, se possa intervir de forma efetiva na prevenção e/ou reabilitação de preditores de lesão atletas da modalidade. Objetivos: Identificar mudanças na morfologia do pé e equilíbrio dinâmico e relacionar com as lesões de membros inferiores em atletas amadoras de futsal feminino. Métodos: 24 atletas amadoras de futsal feminino (idade, 22,0 + 2.3 anos; peso, 60,8 + 7,5 Kg; estatura, 1,63 + 0,1 metros; IMC, 22,8 + 2,8 kg/m2) foram submetidas à avaliação da morfologia do pé através do Índice de Chippaux-Smirak e equilíbrio dinâmico de membros inferiores através do Y Balance Teste em um estudo transversal. Dados relacionados à sintomatologia de membro inferior dominante/não dominante também bem como local de prevalência de lesão foram coletados através de um questionário estruturado. Resultados: Das 24 atletas avaliadas, observou-se que 63% apresentaram o pé dominante com arco intermediário (tendência para plano) vs. 37% com arco normal. Interessantemente, o pé não dominante também apresentou redução do arco plantar na maioria das atletas (46% arco intermediário;,8% arco rebaixado; 4% arco plano) perfazendo um total de 58% das atletas com arco do pé reduzido vs. 42% delas apresentando arco normal. Em relação ao equilíbrio dinâmico, não foram encontradas diferenças superiores à 4 cm nas assimetrias entre membro dominante/não dominante para o alcance anterior, variável que prediz o risco de lesão em membro inferior em estudos anteriores. Também não foram encontradas diferenças nos alcances póstero-lateral e póstero-medial. Porém, o escore composto entre os alcances do lado dominante vs. não dominante evidenciou predisposição ao risco de lesão em membros inferiores nas atletas (membro dominante, 93,1% cm; membro não dominante, 92,3% cm) sabendo que a não predisposição à lesão ocorre em escores acima de 94% cm. Observou-se também que 50% das atletas apresentavam sintomatologia de dor em membros inferiores (75% no joelho; 25% no tornozelo) principalmente no membro dominante. Conclusão: O arco reduzido do pé bem como as alterações de equilíbrio dinâmico de membros inferiores pode predispor o risco de lesões em joelho e tornozelo em atletas de futsal feminino, em especial, no membro dominante. Descritores: morfologia do pé; equilíbrio dinâmico; lesão de membros inferiores.

Palavras-chave (máximo 3)

morfologia do pé; equilíbrio dinâmico; lesão de membros inferiores.

Área

Prevenção

Autores

Vanessa Luiza Silva de Souza, Wilson Luiz Przysiezny, Gracielle Vieira Ramos