IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Efeito da tira infrapatelar e bandagem elástica na dor, agilidade, equilíbrio e funcionalidade de atletas com dor anterior no joelho.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: Para reduzir a dor anterior no joelho (DAJ) e facilitar a função articular, atletas utilizam a tira infrapatelar (TIP) e a bandagem elástica (BE), com efeitos controversos. Objetivo: Avaliar o efeito da TIP e BE na agilidade, equilíbrio, funcionalidade e dor em atletas com DAJ. Métodos: Estudo aprovado em comitê de ética e cadastrado no clinical trials. Atletas com DAJ, maiores de 18 anos, ambos os sexos, de diferentes modalidades esportivas (n=25), responderam o questionário de caracterização e escala de dor; e aleatorizaram a ordem de início dos testes: com TIP (GTIP), com BE sobre o tendão patelar (GBE) ou controle (sem qualquer dispositivo - GC). Os testes foram realizados em três dias independentes (intervalo de 24 horas). Os atletas desenvolveram o Side Hope Test (SHT), Y Test e Teste de Sentar e Levantar em 30 segundos (SL30’’) para análise da agilidade, equilíbrio e funcionalidade do membro inferior, respectivamente; no membro com DAJ. Foram realizadas três repetições de cada teste, com intervalo de 1 minuto entre cada repetição e 5 minutos entre os testes. A análise estatística utilizou os testes de Shapiro Wilk, ANOVA, posthoc de Bonferroni e effect size (d). Resultados: A análise geral dos atletas mostrou que a dor durante os testes funcionais para GC, GTIP e GBE foi, respectivamente, no SHT: 4,1±1,5; 2,3±1,6 e 2,5±1,9 (p= 0,00); no Y test: 4,1±1,4; 2,5±1,4 e 2,4±1,9 (p=0,00), e no SL30”: 4,5±1,6; 2,5±1,3 e 2,9±1,9 (p= 0,00), com efeito forte para GTIP e GBE (d>0,9). O desempenho dos testes funcionais para GC, GTIP e GBE foi, respectivamente: no SHT: 5,1±1,3; 4,3±1,1 e 5,1±1,4 (p=0,05); no Y test: 79,8±5,8; 85,3±6,3 e 81,5±6,8 (p= 0,01), e no TSL30”: 18,8±5,4; 24,0±6,4; e 21,1±6,4 (p=0, 01), com melhores valores no GTIP e GBE, e efeito forte (d>0,8) no GTIP. Ao analisar somente os homens (n=15) a dor durante os testes funcionais no GC, GTIP e GBE foi, respectivamente: no SHT: 4,4±1,58; 2,6±1,61 e 2,1±1,7 (p= 0,00), no Y test 4,2±1,4; 2,3±1,9 e 2,7±1,5 (p=0,00) e no SL30”: 4,5±1,6; 2,5±1,3 e 2,9±1,9 (p=0,00), com melhores valores para o GTIP e GBE, e efeito forte d>1 e d>0,9, respectivamente. O desempenho funcional masculino para os grupos GC, GTIP e GBE, respectivamente, apresentou somente melhora para o SL30”: 18,2±4,3; 23,6±5,4 e 20,1±5,2 (p=0,01), com melhor resultado para a TIP e efeito forte (d=1,0). Para as mulheres atletas (n=10) a dor nos testes funcionais para GC, GTIP e GBE, respectivamente foi menos no Y test 3,9±1,6; 2,2±1,2 e 2,5±2,02 (p=0,05) e no SL30”: 4,7±2,0; 2,2±1,4 e 3,0±2,1 (p=0,02), e efeito forte para o GTIP (d>1). O desempenho nos testes funcionais das mulheres não apontou diferenças. Conclusão: TIP e BE diminuíram a DAJ dos atletas, com efeito de moderado a forte. Mas, somente a TIP melhorou o desempenho nos testes avaliados, principalmente para os homens. Destaca-se que a TIP pode ser indicada e utilizada em atletas com DAJ para melhora da dor e desempenho funcional.

Palavras-chave (máximo 3)

Síndrome da Dor Patelofemoral; Fisioterapia; Órteses

Área

Tratamento

Autores

Daniel Corrêa Monteiro, Bruna Rodrigues Balieiro, Fernanda Bortolo Pesenti, Christiane de Souza Guerino Macedo