IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Mobilidade de ombro em atletas de handebol: aplicabilidade do Y Balance Test associado a goniometria

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: Nos praticantes de esportes de arremesso e de contato há uma grande demanda da articulação do ombro, principalmente na fase de preparo do arremesso, sendo este um gesto complexo e rápido que promove posicionamentos e movimentos e geram alto risco para lesões ligamentares, capsulares e tendinosas desta articulação. Isso faz com que esses atletas sofram adaptações, tanto de partes moles quanto da estrutura óssea. Vários estudos já documentaram essas adaptações, em especial o aumento do ângulo de retroversão da cabeça umeral e sua relação com o aumento da rotação lateral. Objetivo: Analisar a mobilidade e estabilidade de ombro em cadeia cinética fechada unilateral em atletas de handebol. Metodologia: O presente estudo foi abordado de forma quantitativa, é do tipo transversal descritivo. Foram coletados dados de rotação interna e externa de ombro de membro dominante e não dominante. No qual foi selecionado dois testes para serem aplicados, Y Balance Test e Goniometria onde participaram do estudo 16 atletas de handebol do sexo feminino de uma equipe universitária do Vale dos Sinos. Resultados: Os valores coletados são os escores normalizados do Y Balance Test, que obteve para o membro superior direito (MSD), 82±7,99% no deslocamento medial, 49±8,08% no látero-superior direito e látero-inferior 69±8,64%. Já no membro superior esquerdo (MSE) as médias encontradas foram 74±6,37%, 50±10,29% e 68±7,52%, respectivamente. No que se refere ao escore composto, os resultados encontrados foram de 72±20,63% no MSE e 71±19,70% no MSD, longe os 94% esperados. Quando aplicada a goniometria de rotação interna (RI) e externa (RE) de ombro, observou-se médias do MSD 62±17,22° de RI e 103±12,37° de RE. Já no MSE 64, ±17,89 e 100±10,71°, respectivamente. Ao analisar os dados obtidos, observamos uma assimetria de mobilidade entre o MSD e o MSE, salientando que o MSD é o membro dominante de 100% da amostra. Conclusão: A população pesquisada não alcançou escores adequados para considerá-los um grupo “seguro” no que diz respeito a ocorrência de lesões de ombro, o que evidencia a necessidade de um trabalho preventivo e de ganho de mobilidade no grupo pesquisado.

Palavras-chave (máximo 3)

mobilidade; ombro; handebol;

Área

Biomecânica

Autores

Eduarda Klein de Mello, Manoela Patricia Marta, Rafaela Cristina Matzenbacher, Gabriela Esquinatti, Danúbia Chaves Fernandes Mittelstaedt, Leonardo Fratti Neves