IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título da palestra

HA ESPAÇO PARA MUDANÇA BIOMECANICA NA PREVENÇAO E TRATAMENTO DAS LESOES EM CORRIDA?

Minicurrículos dos proponentes (máximo de 5 linhas cada)

Especialista em Fisioterapia músculo-esquelética pela Santa Casa de SP - ISCMSP, Doutor em Ciências pela Universidade Federal de SP - UNIFESP, Pós-doutorado em Biomecânica pela University of Southern Califórnia – USC/EUA, Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, Diretor clínico do Instituto Trata – Joelho e Quadril, Docente do Centro Universitário São Camilo - CUSC, Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva – SONAFE, mais 60 publicações científicas na área de Reabilitação em Ortopedia e Esportiva, vencedor do prêmio EXCELLENCE IN RESEARCH como melhor artigo publicado pela JOSPT nos anos de 2011 e 2012.

Descrição da palestra

Contextualização/Objetivo: A prática da corrida-de-rua tem se tornado cada vez mais comum nas grandes cidades, especialmente pela facilidade de execução, possibilidade de contato social, bem como melhora do desempenho e saúde. Estima-se que aproximadamente 36 milhões de pessoas praticam esta atividade nos EUA e mais de 6 milhões no Brasil. Entretanto, com o aumento exponencial e a falta de critérios para aumento de volume de treino por parte dos praticantes e assessorias, um leque enorme de lesões por sobrecarga têm aparecido e a prevenção/tratamento destas disfunções pode ser considerado um grande desafio para os fisioterapeutas. Atualmente 3 formas de mudança no padrão de corrida têm sido levantadas pela literatura. A primeira mudança biomecânica seria o estímulo da corrida com apoio no antepé, o que diminuiria a sobrecarga no joelho e quadril, porém aumentaria a sobrecarga em panturrilha. A segunda mudança seria o aumento da cadência, ou seja, correr com passos mais curtos e em maior quantidade, gerando também uma menor sobrecarga articular. Entretanto, esta técnica pode levar a uma diminuição da performance e maior gasto energético. Por fim, a terceira mudança seria a corrida com leve inclinação anterior de tronco, gerando maior ativação dos músculos do quadril, diminuindo a demanda no joelho. Como pudemos observar, estas mudanças biomecânicas propostas por grandes pesquisadores na área da corrida atualmente podem gerar efeitos positivos e negativos. Sendo assim, a proposta desta palestra é discutir as novas tendências na mudança do gesto esportivo da corrida-de-rua com base na literatura atual, bem como oferecer uma quarta teoria baseada nas publicações recentes de nosso grupo que se concentra em manter a biomecânica normal do atleta, porém adicionar um trabalho específico de fortalecimento dos músculos propulsores de tal atividade associado à diminuição provisória do volume de treino.

Área

Biomecânica

Autores

THIAGO FUKUDA